O ano é 2017. O consumidor está voltando do trabalho e durante o trajeto se aproxima do supermercado que costuma frequentar. Imediatamente o seu smartphone reconhece o local e sinaliza que já faz duas semanas que ele fez compras e alguns produtos podem estar faltando na despensa. O aplicativo então monta uma lista dos prováveis produtos em falta para que ele decida se vale a pena fazer novas compras. Ele então decide entrar e logo na porta já recebe no smartphone uma mensagem de boas-vindas do supermercado, que já identificou a sua presença.

 

 O ano é 2017. O consumidor está voltando do trabalho e durante o trajeto se aproxima do supermercado que costuma frequentar. Imediatamente o seu smartphone reconhece o local e sinaliza que já faz duas semanas que ele fez compras e alguns produtos podem estar faltando na despensa. O aplicativo então monta uma lista dos prováveis produtos em falta para que ele decida se vale a pena fazer novas compras. Ele então decide entrar e logo na porta já recebe no smartphone uma mensagem de boas-vindas do supermercado, que já identificou a sua presença. Enquanto passa pelas gôndolas e coloca as compras no carrinho, os itens da lista são riscados automaticamente. Mas em um dos corredores, ele não consegue encontrar o produto e do próprio smartphone aciona um atendente, que depois de alguns segundos está lá para ajudá-lo a encontrar o que precisa. Um dos itens, no entanto, está em falta na loja. Não tem problema, ele faz a compra online pelo smartphone e pede para receber o produto em sua casa mais tarde. Com os outros produtos no carrinho, vai para a fila do caixa e um funcionário do supermercado utiliza um computador móvel para registrar cada produto com a tecnologia RFID (identificação por rádio frequência). Uma impressora móvel emite na hora um voucher com o valor total da compra e o cliente só precisa passar no caixa para fazer o pagamento, sem precisar tirar os produtos do carrinho.O Brasil ainda está engatinhando em automação”, afirmou Paulo Cunha, presidente da Motorola Solutions no Brasil. 

 

 

Segundo a empresa, até 2017, mais de 50% das lojas brasileiras oferecerão a experiência acima, considerando que 96% das companhias concordam que usar tecnologias móveis ajuda a atender melhor os clientes, segundo o estudo “O futuro do varejo”, realizado pela empresa BMS (Business Marketing Solution), a pedido da Motorola. O levantamento, realizado entre julho e agosto deste ano, reuniu 150 empresas varejistas do Brasil, dos segmentos de drogarias, eletroeletrônicos, supermercados, materiais de construção, lojas de departamentos e vestuário, que possuem no mínimo seis lojas. O estudo mapeou as três grandes tendências para o mercado varejista: o trabalhador móvel (o funcionário receberá o histórico de compras do cliente para oferecer produtos), visibilidade do estoque em tempo real e o consumidor inteligente (um desafio para as empresas personalizarem a venda e anteciparem o desejo de compra).

 

A atual falta de conexão com o cliente não é algo exclusivamente brasileiro. O estudo norte-americano “Visão do Comércio Varejista”, realizado pela Motorola em maio deste ano, indica que 89% das empresas não conseguem se conectar com os consumidores enquanto eles estão nas lojas, ao mesmo tempo que 67% dos clientes deixam as lojas por não encontrarem o que precisavam. O estudo ainda aponta que 42% das vendas virão do comércio online, móvel e social e 41% das empresas esperam poder oferecer informações personalizadas sobre produtos, com base no comportamento anterior, no smartphone do cliente.

 

Substituir o código de barras

Para tornar esse futuro possível, além dos aplicativos de smartphone que incluem geolocalização, a Motorola aposta na tecnologia RFID, que no Brasil é adotada atualmente por apenas 3% das companhias, segundo pesquisa da Motorola. Diferentemente do código de barras, as tags de RFID não precisam que um leitor seja apontado para um ponto específico da embalagem para confirmar a leitura de dados. Basta passar por um 'portal' e uma antena receptora faz a identificação. Essa característica facilita a logística e o gerenciamento de estoques.

O custo médio para implantar essas tags, segundo ele, fica entre US$ 0,25 e US$ 0,30 – custo que pode ser reduzido de acordo com a quantidade dos produtos. O investimento pode chegar a quase o triplo para as empresas, quando comparado ao código de barras. “Mas o empresário precisa pensar na agilidade que essa nova tecnologia pode trazer ao seu negócio”, disse Roberto Mielli, gerente comercial da Motorola Solutions.

 

Esse custo e a falta de padronização do RFID foram alguns dos motivos da baixa adesão dos varejistas a esta tecnologia até agora, segundo Mielli. “O RFID existe até antes do código de barras, mas só passou a ser cogitado agora depois de ser padronizado mundialmente”, disse.

 

 

 

 Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2012/09/como-os-consumidores-farao-compras-no-futuro.html